Terror

A Invasão de Santerez - Henry Evaristo

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O telefone tocou por volta das duas horas da manhã de domingo. A policial Marian Montese, grávida de seis meses, atendeu. Devia ser a décima chamada naquela madrugada e ela esperava de todo o coração que fosse apenas mais um dos costumeiros trotes passados pelos filhinhos de papai que estavam em férias na cidade. Naquela época do ano, quando as aulas findavam na capital.

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A Fazenda dos Florence - Henry Evaristo

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Lembro-me de que, certa noite, ao pé da lareira com meu pai, o ouvi contar para todos nós, de sua casa, como a triste família se havia perdido nos caminhos das trevas; como havia trocado as bençãos de Deus pelas falsas promessas de fortuna feitas  pelas coisas que andam no inferno e que eles evocavam graças aos poderes da velha matriarca.

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Fogo-fátuo - Henry Evaristo

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Ora, Bram Stoker estava certo! No cerne da própria existência destas criaturas escondia-se a chave de todas as delicias terrenas. Não é a toa que os Tsekes e os romenos mais destemidos costumavam se aventurar pelos bosques e pântanos selvagens em busca destas estranhas manifestações na véspera de todos os santos. Pois ali, em meio às trevas da noite dos maus espíritos, o fogo-fátuo marcava a localização de tesouros imensuráveis.

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Olhos Sedentos - Carolina Mancini

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Seus olhos eram sedentos de vazios. Ela piscava freneticamente ao encontro de muitas coisas, quadros complexos, paisagens movimentadas, móveis em excesso, luzes coloridas. Seus olhos queriam calmaria, como a calmaria quer tempestade, por isso, nos apaixonamos.

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O Papel de Parede Amarelo - Charlotte Perkins Gilman

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É o amarelo mais estranho que existe, esse papel de parede! Faz-me pensar em todos os amarelos que já vi - não os tons bonitos dos botões-de-ouro, mas as coisas velhas, ruins e podres.

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O Manguezal

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Suas botas amarelas foram encontradas há dois quilômetros de onde eles pescavam, numa região muito pantanosa. O corpo dele nunca foi encontrado. Lauro jamais voltou ao local de suas aventuras de férias. Seu estômago embrulhava só de passar por perto daquele lugar. Porém, hoje, uma força incontrolável o levou até ali. Algo sem explicação movimentou suas pernas na direção do cais.

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O Bicho

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Suspirei e ajeitei o óculos que escorregava para a ponta do nariz. A vista pesava. Olhei o relógio de pulso, passava das duas da manhã e o silêncio da noite, acompanhado pelo coaxar dos sapos-martelo, o vento nas folhas das árvores e a água do rio batendo nas pedras foi interrompido pelos chamados do pequeno Bernardo, o meu anjo de cinco anos que dormia no quarto ao meio do corredor comprido que atravessava completamente o casarão, no segundo andar.

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Boa Noite - Thiago Tenório Albuquerque

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Agora que a fita adesiva trouxe o silencio de volta para nós, mein lieb, deixe que te explique tudo.

E para isso, preciso que respondas a tão somente uma pergunta. Uma pergunta que imagino ser bem fácil.

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O Visitante

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O lacaio não viu, mas os pelos do ancião   eriçaram-se à inquietação  produzida  pela onda glacial de um  intenso calafrio.  A ira, que   até então lhe  inflamava os ocelos porcinos, subitamente feneceu.  Quando, numa explosão, finalmente gritou a ordem ao  lacaio, eram o medo e a desconfiança que adernavam  na superfície de um olhar envesgado.

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A Travessia

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    Depois de matá-la,lavei minhas mãos e contemplei a atmosfera pobre e degradante daquele fétido banheiro de um posto de gasolina de beira de estrada. Caminhei até a porta do banheiro,antes de sair olhei para o corpo esquartejado daquela jovem. Esqueci-me de perguntar-lhe seu nome. Não importa... Ao sair do banheiro sinto algo como que uma forte facada em meio peito...”não pode ser” penso comigo mesmo, eu vou morrer aqui,vitimado de um ataque cardíaco?

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