Contos

Da chuva, a sombra nasce - Carolina Mancini

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Era cinza a marca d’água

Na parede concreta e absoluta.

De luto se vestia, amarga,

Sem olhos na estrutura bruta.

 

No caminho - a ir e vir ao léu -

Que faço e fazia, me remeteu

Seu semblante na parede aos céus

Da estrutura cinza onde se recolheu.

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O Papel de Parede Amarelo - Charlotte Perkins Gilman

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É o amarelo mais estranho que existe, esse papel de parede! Faz-me pensar em todos os amarelos que já vi - não os tons bonitos dos botões-de-ouro, mas as coisas velhas, ruins e podres.

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Nota - Carolina Mancini

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Não há lembrança alguma que poderia, o pesar, roubar-me.
Nem mesmo o olor da flor mais frágil.
Nem mesmo a voz rouca da garganta seca de meus ancestrais fantasmas.
A vela não seria capaz, da alcova, iluminar toda esta espectral paisagem.
Minha mente cala-se no vácuo da noite, na calada do vento da montanha.
Na face rósea de Vênus, eu vi rolarem as pérolas deste amanhecer.

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Olhos Sedentos - Carolina Mancini

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Seus olhos eram sedentos de vazios. Ela piscava freneticamente ao encontro de muitas coisas, quadros complexos, paisagens movimentadas, móveis em excesso, luzes coloridas. Seus olhos queriam calmaria, como a calmaria quer tempestade, por isso, nos apaixonamos.

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Matéria escura Parte II – Gravidade - Celly Monteir

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Naquela noite eu desejei nunca tê-la conhecido. Desejei nunca ter aprendido sobre metafísica fractal, desejei nunca ter acreditado que um evento insignificante pudesse interferir no alinhamento do todo gerando uma transformação inesperada num futuro incerto. Desejei nunca ter tido esperança de um dia lhe ser tão importante quando o seu precioso conhecimento. Desejei nunca ter encontrado sua crisálida mística, e despertado-a por capricho.

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