As Mulheres Vampiras Antes de Drácula

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As Mulheres Vampiras Antes de Drácula

 O reflexo do mito na sociedade


Sofia Geboorte

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Na litfan atual podemos encontrar diversas obras que retomaram o tema da criatura vampírica, com algumas (ou muitas) modificações do sombrio mito difundido através de Drácula. Entretanto porque sempre que falamos de vampiros falamos de Drácula e não de Carmilla? E porque muitas obras abordam o vampiro homem e a vítima mulher? A intenção deste artigo, é justamente expor qual a importância e evolução da representação feminina, como vampira, ao longo da história literária. Assim tratar da figura feminina executando os papéis demoníacos.

Antes de relatar qualquer desenvolvimento gradual das vampiras na literatura, devemos conhecer a mulher que deu combustível para o imaginário de sua época e até mesmo as vindouras.

Considerada a primeira mulher vampira da história, a Condessa Elizabeth Barthory teve sua humanidade superada pelo seu sadismo. Se o Conde Vlad Tepes, Príncipe da Wallachia foi a base para a criação de Drácula de Bran Stocker, certamente a Condessa Elizabeth Barthory foi a manivela que impulsionou os escritores para a criação de autenticas vampiras.

 

Erzsébet Báthory

 

A condessa, Erzsébet Báthory, em húngaro, nasceu em 1560 na Transilvânia, e ficou conhecida como “A Condessa de Sangue” após as acusações de tortura e vampirização. Jamais se soube qual era a verdade sobre a Condessa, que de inicio torturava apenas jovens empregadas e depois passou às moças da baixa nobreza. Alguns relatos afirmam que o encanto da Condessa por sangue começou quando ela era uma criança e o castelo de sua família recebera um grupo de ciganos que durante a noite torturaram um jovem, a pequena Elizabeth assistiu a tudo.

Com 9 anos o castelo dessa vez foi invadido por um grupo de rebeldes, ela e suas duas irmãs fugiram para a floresta onde a condessa conseguiu se esconder dentro de uma árvore, mas não suas irmãs, mais uma vez ela presenciara a tortura e a morte, dessa vez de suas irmãs. Aos 13 anos casou-se com Ferenc Nádasdy, mas este pouco permanecia em casa por causa da guerra. Foi durante o casamento e a ausência do marido que Bathory começou a desenvolver diferentes formas de torturar suas vitimas, algumas vezes com a ajuda do marido. Após a morte dele, a condessa começou a incluir moças da alta nobreza entre suas vitimas, o que fez com que as investigações ao seu redor ficassem mais estreitas, até que no inverno de 1610 a condessa foi presa. Após o julgamento foi encontrado uma agenda com o nome das mais de 650 vitimas, sendo acusada pelas testemunhas de morder as vitimas durante a tortura. Esse sadismo permitiu que a condessa conquistasse o lugar de  primeira vampira na história.

É possível encontrar na Condessa além da inspiração para os escritores, o dialogo iminente entre a história da condessa e toda a trajetória das vampiras na literatura que vieram depois dela, permitindo assim um maior destaque para as mulheres. A Condessa Barthory criou um estereótipo para as atuais vamps, que podem ser resumidas em vampiras (e mulheres) cuja sensualidade e perversão acentuada as tornem poderosas.

A evolução no comportamento da sociedade e consequentemente na visão masculina sobre a mulher, mudou ao mesmo tempo em que a literatura fantástica adaptava suas vampiras. Para compreender melhor essa evolução do mito podemos citar Todorov:

A evolução segue aqui um ritmo muito diferente: toda obra modifica o conjunto das possibilidades; cada novo exemplo modifica à espécie. Poderia dizer-se que estamos frente a uma língua na qual tudo o que é enunciado torna-se àgramatical no momento de sua enunciação.  (TODOROV, 1981, p.6)

Esses novos exemplos que modificam a espécie, são exatamente os mesmos que influenciam a sociedade e a literatura, em especial a fantástica. No caso do vampiro temos o mito literário que acompanhou as novas ideias filosóficas, como os vampiros de Anne Rice que se ligaram em partes ao existencialismo de Sartre, e às novas teorias da psicanálise de Freud.

Devemos ressaltar neste ponto que assim como a literatura de um modo geral representa a sociedade, a literatura fantástica, sempre será uma expressão máxima da metafísica humana, pois através dela podemos identificar as metáforas da sociedade.

Logo a admiração da mulher vampira na Literatura Fantástica, que, por mais que na maioria das vezes ocupe um lugar secundário, aparece como a figura feminina que se nega a desempenhar o papel que a sociedade lhe impõe como mulher. Pois segundo Simone de Beauvoir em O Segundo Sexo, a mulher para a sociedade falocêntrica representa um alter ego estranho, um outro que o ameaça e com o qual a convivência torna-se difícil. (BEAUVOIR, 1960, p.10).

Esse outro, do qual Beauvoir se refere, é a mulher que em determinado momento histórico é inserida em campos onde somente o homem atuava. Durante todo o processo de desenvolvimento cultural e industrial, a necessidade financeira e comercial foi pondo a mulher para “fora de casa”. Até a Revolução Industrial o sexo feminino era confinado ao lar, mas a produção em escala obrigou a contratação delas pelas fábricas, assim como nas Guerras Mundiais, enquanto os homens estavam nos campos de batalha, era o trabalho das mulheres que sustentava o país. Contudo neste artigo tratamos da evolução social da mulher até o século XIX, e nesta época não houve uma grande manifestação quanto à liberdade sexual e de expressão da mulher que ainda se mantinha restrita aos trabalhos do lar. Porém através de suas representações como vampiras na literatura conseguimos enxergar melhor como a visão da mulher através da óptica masculina foi se modificando.

 

 

Após a inserção do patriarcado, que transformou e marginalizou uma crença que até então era regida pelo respeito às mulheres, e à Mãe Natureza, esse sexo que antes era tido como forte, passou a ser visto como frágil e ficou totalmente á margem de um sistema que ignorava a humanidade, considerando somente os desejos predominantes masculinos. Essa visão machista foi transferida para a literatura, inclusive a fantástica, desde o inicio, onde a mulher é representada apenas como vitima, ou guiada por seus instintos reprimidos, deixando-se levar pela sedução de um vampiro.

A pesquisa teve como intuito exatamente mostrar a reviravolta que aos poucos a mulher provocou na literatura fantástica quando deixou de ser vitima e passou a ser vilã.

Sobre a visão da mulher apenas como vítima que imperava no século do Romantismo, Valter Rodrigues afirma:

Representação romântica do século XIX (resgatada de arquétipos anteriores, transculturais), quando o desejo foi poderosamente submergido sob a ordem disciplinar do universo da razão masculina, em particular o desejo do outro sexo – que é sempre a mulher – a figura do vampiro foi convocada a responder ao apelo da feminidade negada, tanto no homem como na mulher, como aquele que invade, que se apropria, que destrói ou que transforma sua vítima em seu semelhante, por assimilação da vítima a ele. (RODRIGUES,V. Sobre Drácula e Outros Vampiros ou a Impossibilidade da Vítima In: REVISTA REICHIANA, ANO XI, NO. 11, 2002, P. 89-94.)

Essa representação romântica foi sendo apagada pelos próprios poetas e escritores desta escola literária. Pois foi com Goethe, ainda em 1797 que uma vampira teve maior expressão na literatura. A análise do poema A Noiva de Corinto, que será mostrada a seguir, discorrerá mais sobre a questão pagã e o matriarcado.

E após Goethe, entre 1797 e 1801 Coleridge escreveu o poema inacabado Christabel, onde a personagem Lady Geraldine é acolhida pela virtuosa Christabel. Apesar de não ser mencionado, os acontecimentos e a descrição da personagem permitem a dedução de que Geraldine é uma vampira, fato que é mais perceptivo no momento em que esta dorme com Christabel e amanhece rejuvenescida. Há ainda nesse mesmo trecho, uma clara referencia ao lesbianismo entre Geraldine e Christabel, o que é permitido notar, mais uma vez, que pelo moralismo cristão da época a figura do vampiro era sempre ligada a corrupção do corpo e da alma, pois é uma vampira que induz Lady Christabel a ceder os desejos homossexuais.

Christabel é um poema onde os extremos representados por cada personagem se tocam, são eles o vício e a virtude, vemos aqui até um pouco das ideias de Rousseau, pois a corrupção vem de fora, da sociedade e do desconhecido. O vicio está dentro do sobrenatural, assim o desconhecido vem transmutado nas consideradas perversões da carne. Mas tudo indica, pensando dentro dos limites cristãos da época, que foi a própria Christabel quem trouxe o mal, ou seja, que atraiu a presença de Geraldine, pois as duas se encontram no bosque quando Christabel vai orar para a árvore. Esta é uma referencia mais do que clara aos valores pagãos, onde o culto da Deusa Mãe acontecia nos bosques, assim como estes mesmos bosques sagrados, remetem além do paganismo feminino clássico, aos deuses gregos. Possivelmente esse culto à Deusa Mãe é um dos pontos que apesar de ser quase imperceptível na interpretação da obra, é crucial para todo o sentido. Pois o Paganismo Clássico não só cultuava a natureza, essa divindade era representada também pela mulher, ou seja, eram as mulheres, e não os homens como acontecia na sociedade, o individuo mais importante de uma crença. Por isso não há um par masculino para Christabel, não foi um vampiro que apareceu dentre as árvores, mas sim Geraldine, uma vampira que trás consigo os encantos perversos de uma ninfa pagã. Nas obras antigas o vampiro, nada mais é que a expressão dos desejos reprimidos do homem, de todos os desejos vis o vampiro demonstra, e o lesbianismo era considerado um desejo vil pela moralidade da época, por isso é Geraldine, a vampira que trás essa perversão pra Christabel.

Outro poeta contemporâneo de Polidore foi o também inglês John Keats, o poema Lamia de Keats que faz um dialogismo direto com o já escrito A Noiva de Corinto, em que Goethe também se inspira na lâmia greco-romana. No poema de Keats, o deus Hermes busca uma ninfa, mas acaba encontrando-se com uma lâmia e é aprisionado por ela, que só revela onde a ninfa que o deus procura está, se ele lhe restaurar a completa forma humana, já que a lâmia na maior parte das vezes é caracterizada como uma mulher cuja parte inferior do corpo é uma serpente. A Lâmia com sua forma humana completa, parte para Corinto onde encontra-se com o jovem Lycius, porém o romance é destruído quando no dia do casamento da Lâmia com Lycius, o sábio Apolonio revela que a noiva é na verdade uma Lâmia, sendo assim uma vampira, que após a revelação da verdade volta a sua forma original, abandonando o jovem noivo que morre de tristeza.

Mas uma vampira só irá aparecer de fato, na prosa literária em 1821 com o conto de E.T. A Hoffmann, Aurélia, também intitulado La Vampire ou ainda Vampirismus, não nos demoraremos agora nesta obra, pois ela será analisada posteriormente.

E.T.A Hoffmann foi um dos maiores representantes do romantismo alemão, especialmente por seus contos de alto teor fantástico e metafórico, como o famoso Homem de Areia. E foi em 1821 que ele escreveu o conto da vampira Aurélia, mas que algumas vezes foi intitulado como Vampirismus ou tão somente A Mulher Vampira, como o tratamos nesta pesquisa. A figura feminina no conto vampirico de Hoffmann aparece exatamente na transformação das sociedades entre os séculos XVIII e XIX, essas transformações compreendiam a transição entre o Iluminismo e o Romantismo. O segundo movimento por sua sublimação do sobrenatural permitiu que as crenças, outrora viventes décadas antes de Goethe voltassem.

Na França em 1849, Alexandre Dumas inspirado nos acontecimentos ocorridos no leste europeu escreve A Dama Pálida, em que dois irmãos brigam pelo amor de uma jovem, sendo que um deles é vampiro e ao longo da história tenta vampirizar a moça.

Entretanto, é Sheridan de La Fanu, em 1872, quem irá trazer para a literatura fantástica a primeira vampira lésbica, sendo Carmilla também uma das mais influentes mulheres vampiras da literatura, e posteriormente no cinema. Na Estíria vivem Laura e seu pai, que após presenciarem um acidente com uma diligencia, levam para o castelo a jovem Carmilla ferida, a quem Laura reconhece como sendo o fantasma que a perturbou na infância. Depois de se conhecerem as duas tornam-se amigas e amantes, enquanto ao redor do castelo os camponeses começam a morrer por uma misteriosa doença. Tempos depois Laura é acometida por fraqueza e ao ir ao médico este descobre dois pequenos furos em seu pescoço, enquanto isso Carmilla desaparece, e o pai de Laura se encontra com um general amigo seu, que lhe conta a história sobre Micarlla, uma vampira. Assim que Carmilla reaparece, Laura, seu pai e o general, constatam que se tratava da mesma vampira, eles a perseguem e a matam.

Este conto encerra as publicações antes de Drácula, em que a figura feminina aparece como protagonista na obra.

É interessante observar a contundente aparição das mulheres desde os tempos mais remotos foi vista como a disseminadora do pecado.

Antes da era cristã, as mulheres eram reverenciadas na cultura antiga, denominada muitas vezes como pagã, como sendo a representação máxima da Deusa Mãe, renomeada algumas vezes como mãe natureza. Porém como dito anteriormente o regimento e a transformação da sociedade falocêntrica, marginalizou as mulheres ao lar. E o que até então era considerado sagrado foi profanado e demonizado. A difusão desta imagem da mulher como representação demoníaca ganhou reforços na Idade Média com o domínio da igreja sobre o ocidente, que pregava qualquer manifestação contrária como pagã, resultado disto foi a Inquisição cuja grande maioria das vitimas foram mulheres. Com o domínio da mente, a igreja fez com que todos acreditassem também no mito do vampiro como sendo real. Foram as crenças das pessoas que deram a vida inicial ao mito do vampiro, e justamente o medo e a incerteza perante as questões essências da vida, como a morte, que criou-o tal como o conhecemos.

 

 

O mito da mulher vampira está estritamente ligada ao mito de Adão e Eva, pois Lilith foi a primeira mulher de Adão e após ter brigado com ele para disputar quem ficava por cima durante as relações sexuais, ela saiu do paraíso retornando vingativa. (MELTON, 2003.p.284)

Em outros relatos, alguns de origem judaica Lilith é retratada como a serpente que ofereceu a maçã para Eva, e com essa junção de mulher e serpente temos o mito grego da lâmia. Mas foi Eva que ao aceitar a maçã da serpente e oferecê-la ao homem é que temos a primeira transfiguração da mulher como perdição masculina.

 

 

Com o advento do Romantismo na literatura, o Ultraromantismo e suas características que representavam muito bem a morte como artefato sublime ao homem, a figura de um estereótipo de beleza feminina pálida ajudou a inserir as vampiras nesta literatura. A mulher, no entanto, passou a ser vista ao somente como o ‘anjo’ inalcançável das baladas românticas, mas especialmente como a figura que ameaçava o homem. Nesta representação podemos aplicar a teoria do duplo de Bakhtin, onde duplo é a idéia de anjo e mostro presente nas vampiras. Antes de se transformarem elas são mulheres doces que se rendem na maioria das vezes aos encantos de um vampiro, são anjos. Depois da transformação elas passam a serem vistas como demoníacas, as chamadas vamps. Porém a versão de anjo também está na vampira já transformada como no conto contemporâneo Isabella do brasileiro Nelson Magrini, pois elas se apaixonam e se fazem apaixonar, mostrando sua fragilidade.

 Esse duplo é encontrado na frente de um espelho bakhtiniano onde uma vampira vê o outro que ela fora um dia, a mulher. Essa exotopia da própria imagem acontece porque já não se tem um corpo definido e sim um outra identidade, cujos sentidos são novos e completamente diferentes dos antigos.

 

[...] meu próprio reflexo no outro, o que sou para o outro, transforma-se em meu duplo, um duplo que força a entrada na minha consciência, turva-lhe a limpidez, e me desvia de uma relação direta comigo mesmo.(BAKHTIN,M. Estética da Criação Verbal. 4.ed. Martins Fontes. São Paulo. 2003. p.77)

Assim uma vampira pode não ver sua imagem no espelho, mas consegue olhar a outra que vive em seu corpo como representação máxima do passado. Uma das máximas em relação ao vampirismo, em especial nos romances modernos trata-se da perdição da alma, e a mulher como já dito é a principal responsável sobre a perdição da alma do homem, isso porque sua influencia sexual está acima das opressões masculinas, prova disso são as conquistas que as vampiras geraram na literatura, trocando uma posição inferior de vitima como uma ameaçadora. No que concerne a questão da alma, Bakhtin afirma que esta é um ‘todo interior em processo de formação no tempo [...] é o espírito “em sua aparência por fora, no outro.” Podemos aplicar dessa forma que a alma vampiresca não está na criatura, que apenas como um corpo que retornou não possui mais a sua, mas precisa de uma para sobreviver, e como parasita do outro, a única maneia de obter isso é através do sangue. Compreendemos então toda a simbologia do liquido, que é sinônimo de vida e da perda dela, através do furto do sangue de seus amantes é que essas três vampiras, mortas que retornaram de seus túmulos, conseguem a essência vital par continuarem a perambular.

Outro fator filosófico no que diz respeito a alma e que está presente em Estética da Criação Verbal é o não vivenciamento do nascimento e especialmente da morte durante a vida, pois não há uma abordagem axiológica para ele. (BAKTHIN, 2003,p.95)

Dessa forma é interessante notar como a figura da mulher foi explorada na literatura, em primeiro lugar como representação demoníaca, e através dessa imagem, que sua inserção na LitFan foi feita por meio de seu papel como vampira.

Antes do lançamento de Drácula de Bram Stocker, que sem dúvidas difundiu mundialmente o mito do vampiro, as mulheres também tomaram à frente das histórias dos seres da noite, pouco a pouco seu papel foi sendo passado de vítima, para  essencialmente dominadoras do homem, como autenticas vampiras. Vale ressaltar mais uma vez que esse ganho de espaço dentro da LitFan acompanhou a própria mulher e suas imagens na sociedade, pois sempre, a literatura fantástica irá fazer emergir as questões metafísicas da alma humana. 

Comentários   

#19 hellen crystina » 06-07-2014 16:38

vou fazer um ritual :-) :lol: :sigh: :roll:
0 +−

hellen crystina

#18 hellen crystina » 06-07-2014 16:19

vou fazer um ritual :roll:
0 +−

hellen crystina

#17 laulau » 01-05-2014 15:45

tudo fixe mas quero um nome para second life :cry: :cry: :cry: :cry: :cry: :cry: :cry: :cry: :cry: :cry: n arranjei :-| :-| :-| :-| :-| :-| :-| :-| :-| :-| na mema
8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) 8) :cry: :eek: :sigh: :roll: :-x :sad: 8) :D :lol: :-| :cry: :eek: :sigh: :zzz :o :-* :-) ;-) :oops: :-? :P 8)
0 +−

laulau

#16 janiely » 03-10-2013 18:18

muuuuuuuuuuuuui to legal :sigh:
−1 +−

janiely

#15 rafaela » 03-10-2013 18:15

bom para começar e muito legal isso concordo com a maioria :roll: :D :lol: 8) :-) :P

já li e reli varias vezes :o
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rafaela

#14 rafaela » 03-10-2013 18:08

adorei :lol:
0 +−

rafaela

#13 cleide farm » 25-08-2013 00:05

muito bom é bom ver á evolução da mulher nesses contos me ajudou e muito excellente artigo q antes eram só os homens q eram os famosos condes dos contos e a muita presença das idéias filosóficas e entendi tudo....amei :D
+1 +−

cleide farm

#12 yufa » 26-06-2013 23:52

:cry: :-| :-? :-* :roll: :-x
+2 +−

yufa

#11 nayara » 24-05-2013 17:03

nossa muito interesante,sem pre me enteressei por historias de vampiros e essa e uma esplicaçao bastante clara...adorei :oops:
+4 +−

nayara

#10 sabrina » 14-05-2013 22:31

:-* tenho livro do dracula e delas :-x :sigh: :P :D ;-) :eek: :zzz :cry: :oops: :-x xau muitos beijos sangrentos e impuros para vc :P :lol:
+4 +−

sabrina

#9 sabrina » 14-05-2013 22:27

:oops: lagal :zzz
−4 +−

sabrina

#8 Nick Valjan » 08-05-2013 00:58

:sad: Tenho do de vcs Nao sabem nada de nos :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: :sad: Beijos sangrentos .Bolsas de sangue .
- N .
−3 +−

Nick Valjan

#7 Yasmim Peres » 24-04-2013 23:20

:lol: oiiiii
−3 +−

Yasmim Peres

#6 Lucélia Rodrigues » 26-03-2013 01:08

Belo artigo :D
O tema é mesmo fascinante.
0 +−

Lucélia Rodrigues

#5 F. P. Andrade » 04-03-2013 01:52

Gostei do artigo, muito bom. Já li a maioria dos contos clássicos vampíricos femininos.
+2 +−

F. P. Andrade

#4 adna » 25-11-2012 11:18

:lol:
−5 +−

adna

#3 karlinha » 19-08-2012 19:44

ooooooooo :oops:
−5 +−

karlinha

#2 Graziella Mafraly » 28-07-2012 14:47

Olá, Sofia!

Concordo com o Lucas quando disse que não tem palavras para comentar a ótima qualidade deste artigo.
Todo o texto apontando a figura feminina vagando pela literatura em contraponto com a transformação da mentalidade da sociedade matriarcal para a patriarcal foi excelente. Religiões pagãs sendo absorvidas pela "nova" visão e sufocando a figura feminina para um segundo plano e, depois de tanto tempo, o resurgimento desta mesma figura forte e poderosa, podendo ser transcrita tanto quanto 'anjo' como 'demônio', é o simbolismo de que as coisas estão mudando.
Trazer à luz as mulheres vampiras antes de Drácula foi uma abordagem genial.
Parabéns pelo artigo.
Grande Abraço

Graziella Mafraly
+7 +−

Graziella Mafraly

#1 Lucas Maziero » 15-07-2012 14:52

É interessante notar como a mulher se empenhou para ganhar seu espaço, e bem merecidamente. Tanto melhor que o primeiro ser sugador de sangue tenha sido uma mulher e não um homem, assim como é a mulher que gera.
Não tenho palavras para comentar a ótima qualidade deste artigo, comentar sobre as implicações que se podem apreender aqui. Apenas fica a minha presença na leitura. É interessante pensar também em porque foi dada às mulheres esse papel demoníaco, algo que nunca irei entender.
Mas, com certeza, as vampiras são sedutoras e poderosas :lol:
+7 +−

Lucas Maziero

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